Thứ Tư, 22 tháng 1, 2014
Sinh học đại cương 2 -Biologia geral 2
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o coqueiro e as palmeiras sóo da famớlia Palmaceae.
Os Tỏxons ou Categorias Taxonụmicas
A espộcie ộ a unidade bỏsica de classificaỗóo.
ESPẫCIE ộ um grupamento de indivớduos com profundas semelhanỗas recớprocas
(estrutural e funcional), os quais mostram ainda acentuadas similaridades bioquớmicas;
idờntico cariútipo (equipamento cromossomial das cộlulas diplúides) e capacidade de
reproduỗóo entre si, originando novos descendentes fộrteis e com o mesmo quadro geral de
caracteres.
Indivớduos de espộcies diferentes nóo se cruzam por falta de condiỗừes anatụmicas
ou por desinteresse sexual. Quando se cruzam nóo geram descendentes porque seus
cromossomos nóo formam pares. E, quando geram, esses descendentes sóo estộreis. ẫ o caso
do cruzamento entre cavalo (Equus cabalus) e jumenta (Equus asinus), cujos descendentes,
hớbridos, sóo os burros ou mulas.
As espộcies sóo agrupadas em gờneros.
Os gờneros se juntam de acordo com suas semelhanỗas e formam as famớlias.
Diversas famớlias podem ser agrupadas numa ỳnica ordem.
Por sua vez, as ordens mais aparentadas se congregam em classes.
O conjunto de classes afins constitui um filo.
(*No reino Metaphyta ou Vegetal usa-se o termo divisóo).
A reunióo de filos identifica um reino.
O reino ộ a categoria mais abrangente e a espộcie ộ a mais particular.
REINO Metazoa Metaphyta Metazoa Metaphyta
FILO* Chordata Tracheophyta Arthropoda Tracheophyta
CLASSE Mammalia Angiospermae Insecta Angiospermae
ORDEM Primata Dicotyledoneae Dớptera Dicotyledoneae
FAMLIA Hominidae Papilionaceae Muscidae Papilionaceae
GấNERO Homo Phaseolus Musca Caesalpinia
ESPẫCIE Homo sapiens Phaseolus vulgaris Musca domestica Caesalpinia echinata
Das Espộcies aos Reinos
Os gatos domộsticos (siamờs, persa, vira-lata) pertencem mesma espộcie: Felis
catus.
Jỏ o gato selvagem europeu exibe outras caracterớsticas e ộ chamado Felis
silvestris, e a nossa jaguatirica ộ denominada Felis pardalis. Todos esses animais,
embora sejam de espộcies diferentes, sóo portadores de caracterớsticas bastante prúximas,
fazendo parte do mesmo gờnero: Felis. Do mesmo modo, leừes (Panthera leo), tigres
(Panthera tigris), onỗas (Panthera onca) e leopardos (Panthera pardus), animais
silvestres de porte relativamente grande, pertencem ao mesmo gờnero: Panthera.
Mas esses animais assemelham-se aos gatos e, por isso, tanto o gờnero Felis como
o gờnero Panthera pertencem mesma famớlia: Felidae. Muitas outras famớlias de animais
podem ser consideradas. A famớlia Canidae engloba o cóo (Canis familiaris), o lobo (Canis
lupus) e a raposa (Vulpes vulpes).
Os felớdeos e os canớdeos sóo comedores de carne, assim como a famớlia Ursidae
(ursos) e Hyaenidae (hienas). Todas pertencem ordem Carnớvora. Como nem todo animal ộ
carnớvoro, existem outras ordens como a dos roedores (paca, rato), a dos primatas
(macaco, homem), a dos cetỏceos (baleia, golfinho), etc.
Os indivớduos dessas ordens, embora bem diferentes, apresentam uma caracterớstica
comum: todas as fờmeas possuem glõndulas mamỏrias e sóo agrupados na mesma classe:
Mammalia (mamớferos).
Os mamớferos, assim como os peixes, anfớbios, rộpteis e aves, apresentam na fase
embrionỏria um eixo de sustentaỗóo denominado notocorda, que origina a coluna vertebral.
Por isso esses animais pertencem ao mesmo filo: Chordata.
O filo dos cordados, juntamente com o dos equinodermos (estrela-do-mar),
artrúpodes (insetos), anelớdeos (minhoca), moluscos (caramujo) e outros, constituem o
Reino Animalia ou Metazoa.
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O MUNDO VIVO: DIVISO EM REINOS
Os Critộrios Bỏsicos de Classificaỗóo
Em 1969, foi idealizado o atual sistema de classificaỗóo que distribui os seres
vivos em cinco grandes reinos. Para essa classificaỗóo foram utilizados os seguintes
critộrios:
1. Nỳmero de cộlulas - Conforme os seres vivos sejam unicelulares ou multicelulares
(pluricelulares);
2. Tipo de organizaỗóo celular - Define se os seres vivos sóo procariontes (destituớdos
de carioteca - membrana nuclear) ou eucariontes (possuidores de carioteca, nuclộolo e
organelas membranosas em suas cộlulas).
3. Tipo de nutriỗóo - Indicando se os organismos sóo autútrofos(sintetizam matộria
orgõnica a partir da matộria inorgõnica) ou heterútrofos (se nutrem por absorỗóo ou
ingestóo do material orgõnico disponớvel no ambiente).
Os Cinco Grandes Reinos
Reino Monera: Abrange todos os organismos unicelulares e procariontes.
Representado pelas bactộrias e pelas algas azuis (cianofớceas ou cianobactộrias).
Reino Protista: Compreende os organismos unicelulares e eucariontes. Representado
pelos protozoỏrios e certas algas.
Reino Fungi: Compreende os organismos eucariontes e heterotrúficos por absorỗóo.
Representado pelos fungos, cogumelos, mofos, leveduras.
Reino Metaphyta ou Plantae: Abrange os organismos pluricelulares, eucariontes e
autútrofos. Representado por algas e todos os outros vegetais ou plantas como as
briúfitas (musgos), pteridúfitas (avencas), gimnospermas (pinheiros) e angiospermas
(feijóo, coqueiro).
Reino Metazoa ou Animalia: Compreende os organismos pluricelulares, eucariontes e
heterútrofos por ingestóo. Representado pelos porớferos (esponjas), celenterados
(corais), platelmintos (solitỏria), nematelmintos (lombriga), anelớdeos (minhoca),
artrúpodes (aranha), moluscos (polvo), equinodermos (ouriỗo-do-mar) e cordados (peixes,
anfớbios, rộpteis, aves e mamớferos).
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OS VRUS
Vớrus (do latim, virus, veneno) sóo agentes infectantes de cộlulas vivas,
causadores de doenỗas em animais e plantas, e capazes de atacar outros organismos mais
simples, atộ mesmo bactộrias.
Apesar de ainda nóo terem sido qualificados entre os seres vivos, alguns
biúlogos, virologistas, microbiologistas e pesquisadores jỏ deram nomes cientớficos a
muitos deles. Atualmente, os vớrus sóo quase sempre reconhecidos por letras ou siglas.
Temos como exemplo o vớrus causador da AIDS chamado de HIV (Human Immunodeficiency
Vớrus), o causador do papiloma chamado de HPV (Human Papiloma Vớrus) ou alguns vớrus que
atacam bactộrias, os fagos ou bacteriúfagos, batizados como T
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, T
3
, T
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, etc.
Os vớrus nóo possuem organizaỗóo celular, apenas uma estrutura molecular.
Essencialmente, sóo molộculas de nucleoproteớnas auto-reprodutớveis e com capacidade de
sofrer mutaỗừes. Essas duas caracterớsticas sóo tớpicas dos seres vivos. Todavia, como
nóo possuem organelas capazes de lhes permitir a obtenỗóo, armazenamento e utilizaỗóo de
energia, sú conseguem subsistir no interior de cộlulas vivas, de cujo equipamento
funcional se utilizam para obter tudo de que necessitam. Fora de cộlulas vivas eles se
cristalizam e podem manter-se num vidro, por tempo indeterminado, como um sal qualquer se
mantộm. Postos em contato com novas cộlulas hospedeiras reassumem imediatamente sua
atividade. Por isso, todos os vớrus sóo necessariamente parasitas intracelulares e nóo
podem ser cultivados em meios artificiais.
A sua estrutura ộ formada por uma cỏpsula de natureza protộica e um miolo formado
de ỏcido nuclộico. Esse miolo pode conter uma molộcula longa de DNA (vớrus do herpes,
adenovớrus, bacteriúfagos e outros) ou de RNA (da gripe, da poliomielite, da AIDS, do
mosaico do tabaco, etc). Nunca sóo encontrados DNA e RNA em um mesmo vớrus.
Alguns vớrus, como os bacteriúfagos, atacam as cộlulas injetando-lhes o seu ỏcido
nuclộico. Outros penetram por inteiro na cộlula hospedeira, como faz o vớrus da gripe. No
protoplasma da cộlula atacada, o DNA ou RNA viral se reproduz, utilizando os nucleotớdeos
da cộlula. Depois, ainda se valendo do equipamento enzimỏtico e da energia fornecida por
molộculas de ATP dessa mesma cộlula, os provớrus jỏ formados (partớculas virais em
formaỗóo) roubam-lhes os aminoỏcidos para a fabricaỗóo da cỏpsula protộica. Rapidamente
eles se reproduzem dentro da cộlula, originando vớrus completos, que a destroem e partem
para atacar outras.
Na espộcie humana, os vớrus determinam numerosas doenỗas (viroses) tais como
hepatite infecciosa, poliomielite, herpes, varớola, febre amarela, hidrofobia, gripe,
AIDS, febres hemorrỏgicas (ebola, dengue), certas pneumonias e encefalites, rubộola e as
habituais viroses de infõncia como sarampo, catapora ou varicela e caxumba, entre outras.
Existe perfeita relaỗóo bioquớmica entre a natureza molecular de cada tipo de
vớrus e certos receptores especớficos da superfớcie das cộlulas, justificando o tropismo
dos vớrus por determinados tipos de tecidos. Assim, o vớrus da gripe ataca as cộlulas das
vias respiratúrias; o da hidrofobia ataca as cộlulas do sistema nervoso; o da caxumba
acomete as glõndulas salivares parútidas; o da AIDS destrúi os linfúcitos T
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do sistema
imunolúgico. Por isso, os vớrus sóo comumente classificados como pneumotrúpicos,
neurotrúpicos, adenotrúpicos, dermotrúpicos, etc.
Alguns grupos recebem nomes especiais como arbovớrus e retrovớrus.
Os arbovớrus (arthropod-bornvirus, vớrus oriundos de artrúpodes) sóo transmitidos
ao homem e outros mamớferos por meio de insetos silvestres. Sóo exemplos o da febre
amarela e o da dengue, que sóo transmitidos por mosquitos do gờnero Aedes.
Os retrovớrus sóo aqueles cujo miolo de RNA tem de formar uma molộcula de DNA na
cộlula hospedeira, a qual vai presidir a reproduỗóo de numerosas cúpias do RNA viral.
O vớrus da AIDS pertence a este grupo.
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O REINO MONERA
Reỳne os organismos procariontes, aqueles cujas cộlulas, ainda que dotadas de
material nuclear, nóo possuem um nỳcleo individualizado pela falta de cariomembrana e,
por isso, simulam ter cộlulas anucleadas. Tambộm nóo se observam no seu citoplasma as
estruturas ou organelas membranosas como mitocụndrias, cloroplastos, complexo golgiense e
outras. Atộ mesmo o retớculo endoplasmỏtico estỏ ausente ou ộ muito reduzido. As moneras
sóo unicelulares, mas comumente se mostram em grupamentos multicelulares, formando
filamentos, cachos ou outras formas de agregaỗóo.
O reino Monera compreende os filos Schizophyta e Cyanophyta.
Filo Schizophyta (bactộrias):
Sóo os organismos mais disseminados pela face da Terra. Estóo presentes no ar, na
ỏgua, no solo, nos objetos, na superfớcie do nosso corpo; vivendo livremente ou
praticando o parasitismo. Tờm dimensừes muito pequenas e sóo medidas em micrụmetros (um
milộsimo do milớmetro). Algumas medem menos de um micrụmetro. Algumas sóo providas de
flagelos, os quais sóo apenas modificaỗừes da membrana celular.
A imensa maioria ộ heterotrúfica, vivendo de saprobiose (nutrem-se de matộria
orgõnica em decomposiỗóo), do mutualismo (nas raớzes das leguminosas) ou do parasitismo
(causando doenỗas nos animais e vegetais). As autútrofas realizam a fotossớntese ou
quimiossớntese (sulfo, ferro e nitrobactộrias). Na fotossớntese bacteriana nóo hỏ
liberaỗóo de oxigờnio para o ambiente e ela se realiza mesmo no escuro, pois a luz
utilizada ộ a infravermelha. Algumas espộcies sóo anaerúbias (Clostridium tetani) embora
a maioria tenha respiraỗóo aerúbia. A forma mais comum de reproduỗóo ộ a assexuada por
bipartiỗóo ou cissiparidade, ainda que por vezes ocorra a conjugaỗóo.
Muitas sóo utilizadas pela indỳstria na fabricaỗóo do vinagre, do iogurte e de
antibiúticos como a tirotricina, a bacitracina e a polimixina, produzidos pelos Bacillus
brevis, B. subtilis e B. polymyxa.
De acordo com suas formas, classificam-se em:
TIPOS FORMAS APRESENTAầO EXEMPLOS
Isolados Micrococos
Micrococcus ureae
Pares (diplococos) Gonococos
Fileiras
(estreptococos)
Streptococcus haemolyticus
COCOS
Grõnulos
arredondados
Associados
Cachos
(estafilococos)
Staphylococcus aureus
BACILOS Bastonetes Bacilo de Koch e de Hansen
ESPIRILOS Filamentos longos, espiralados, rớgidos, que
se deslocam por meio dos movimentos de
flagelos situados nas extremidades
Spirillum gallinarum
ESPIROQUETAS Filamentos longos, espiralados, flexớveis,
que se deslocam por meio de movimentos
ondulatúrios do corpo
Treponema pallidum
Leptospira
icterohaemorragiae
VIBRIếES Bastừes em forma de vớrgula
Vibrio cholerae
Os Micrococcus ureae sóo encontrados nos sanitỏrios, decompondo a urộia da urina
em amụnia; os gonococos (Neisseria gonorrheae) causam a gonorrộia ou blenorragia; o
Streptococcus haemolyticus ộ comum nas infecỗừes das amớdalas e suas toxinas lanỗadas no
sangue provocam a febre reumỏtica e doenỗas cardớacas; os Staphylococcus aureus formam
pus nos abscessos. As menores e mais rudimentares bactộrias sóo as riquộtsias e os
micoplasmas, tambộm conhecidos como PPLO (pleuropneumonia like organisms organismos
semelhantes aos da pleuropneumonia). As riquộtsias sóo tóo pequenas que hỏ quem as
considere um meio-termo entre vớrus e bactộrias. A Rickettsia prowazeki, causadora do
tifo exantemỏtico ộ transmitida por piolhos e pelo chato (piolho pubiano).
Os PPLO sóo menores que as riquộtsias e, vezes, menores do que alguns vớrus.
Sóo as menores cộlulas conhecidas. Sóo encontradas nos esgotos, no solo e nos organismos,
causando doenỗas pulmonares, renais, nas articulaỗừes de aves, ratos e atộ na espộcie
humana.
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Algumas bactộrias patogờnicas para o homem
DOENầA TRANSMISSO BACTẫRIA
Hansenớase
Tuberculose
Tộtano
Blenorragia ou gonorrộia
Pneumonia
Difteria ou crupe
Cúlera
Leptospirose
Sớfilis ou lues
Disenterias
Coqueluche
Tracoma
Peste bubụnica
Meningite
Botulismo
Contato direto
Vias respiratúrias
Ferimentos contaminados
Contato sexual
Vias respiratúrias
Vias respiratúrias
Alimentos e ỏgua
Urina de ratos
Contato sexual
Alimentos e ỏgua
Vias respiratúrias
Objetos contaminados
Pulga do rato
Vias respiratúrias
Enlatados contaminados
Mycobacterium leprae
Mycobacterium tuberculosis
Clostridium tetani
Neisseria gonorrheae
Diplococcus pneumoniae
Corynebacterium diphiteriae
Vibrio cholerae
Leptospira icterohaemorragiae
Treponema pallidum
Salmonella sp./Shigella sp.
Borttedela pertussis
Chlamidia trachomatis
Pasteurella pestis
Neisseria meningitidis
Clostridium botulinum
Filo Cyanophyta (cianofớceas, cianúfitas ou cianobactộrias ou algas azuis):
Enquadra organismos isolados ou coloniais, com clorofila, mas sem cloroplastos.
Todos autútrofos fotossintetizantes e bons assimiladores do nitrogờnio do ar,
razóo pela qual se constituem, geralmente, em espộcies pioneiras na instalaỗóo de
sucessừes ecolúgicas.
Reproduzem-se por cissiparidade e sóo comuns em solo ỳmido e em rochas, bem como
na ỏgua doce ou salgada.
Atualmente sóo considerados como um tipo de bactộria as cianobactộrias pois
sua estrutura se identifica mais com bactộrias do que com algas.
Apesar de serem conhecidas como algas azuis, podem se revelar vermelhas, pardas e
atộ negras.
Possuem um rudimento de retớculo endoplasmỏtico na periferia de seu citoplasma.
Nas membranas desse proto-retớculo se localizam os pigmentos de clorofila.
Nóo possuem flagelos. Algumas espộcies se locomovem por meio de movimentos
oscilatúrios.
Os principais exemplos sóo dos gờneros Oscillatoria, Anabaena e Nostoc.
O REINO PROTISTA
Formado por organismos unicelulares eucariontes (com nỳcleo individualizado pela
presenỗa da cariomembrana). O citoplasma jỏ possui algumas estruturas membranosas como
retớculo endoplasmỏtico, vacỳolos, mitocụndrias e plastos, embora nem sempre estejam
todas elas presentes no mesmo indivớduo.
Esse reino compreende os filos Protozoa, Euglenophyta, Chrysophyta e Pyrrophyta.
Filo Protozoa (protozoỏrios):
Organismos microscúpicos, unicelulares que podem viver isolados ou em colụnias.
Todos sóo heterútrofos. Alguns tờm vida livre enquanto outros realizam o parasitismo,
raramente sóo comensais. Sua reproduỗóo ộ assexuada por cissiparidade ou gemulaỗóo; entre
paramộcios pode ocorrer a conjugaỗóo.
A maioria deles pode se apresentar sob duas formas, conforme as circunstõncias: a
forma trofozoớtica que ộ caracterớstica da espộcie; e a forma cớstica que ộ sempre
esfộrica e se constitui num recurso de defesa ou proteỗóo quando o meio se torna inúspito
ou no perớodo de reproduỗóo.
A classificaỗóo dos protozoỏrios se baseia principalmente nos meios de locomoỗóo.
Eles se dividem em Rhizopoda, Flagellata, Ciliophora e Sporozoa.
Classe Rhizopoda ou Sarcodina: (rizúpodos)
Movimentam-se por meio de pseudúpodos.
Realizam a fagocitose para captura de alimentos. Seus
principais representantes sóo as amebas. Existem
amebas de vida livre na ỏgua (Amoeba proteus),
comensais do tubo digestivo dos animais (Entamoeba
coli) e parasitas intestinais do homem (Entamoeba
histolytica).
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Classe Flagellata ou Mastigophora: (flagelados)
Movimentam-se por meio de flagelos cujo nỳmero ộ variỏvel de acordo com a
espộcie. Os tripanossomos possuem apenas um; as tricomonas apresentam 4 ou 6; as giỏrdias
tờm 8; as triconinfas possuem dezenas.
A Trichonynpha aggillis e o Lophomonas blattarum vivem em mutualismo nos
intestinos de cupins e baratas, respectivamente, decompondo a celulose da madeira, do
papel ou de outros materiais ingeridos. A maioria vive em parasitismo. Sóo parasitas da
espộcie humana:
- Trypanosoma cruzi, causador da doenỗa de Chagas; (paciente 2)
- Leishmania brasiliensis, provoca a ỳlcera de Bauru ou leishmaniose;
- Trichomonas vaginalis, ocasiona corrimento vaginal;
- Giardia lamblia, provoca fortes cúlicas intestinais e biliares.
cissiparidade
Classe Ciliophora: (ciliados)
Movimentam-se por meio de cớlios numerosos. Tờm dois ou mais
nỳcleos e sóo quase todos de vida livre, infusúrios, saprobiontes ou
comensais. O exemplo mais conhecido ộ o paramộcio.
A ỳnica espộcie parasita do homem ộ o Balantidium coli, causador
de disenteria.
Classe Sporozoa: (esporozoỏrios)
Nóo possuem organelas locomotoras. Sóo todos
parasitas, geralmente parasitando o sangue. Penetram nas
hemỏcias e nelas se reproduzem, rompendo-as para
reinfectar outras. Sóo por isso qualificados como
hemosporớdeos.
Os exemplos mais importantes sóo do gờnero
Plasmodium (P. malariae, P. falciparum, P. vivax)
causadores da malỏria humana e transmitidos por meio do
mosquito Anopheles sp (paciente 1). Hỏ doenỗas parecidas
no boi e no cóo produzidas pelo gờnero Piroplasma e
transmitidas por carrapatos.
Filo Euglenophyta (euglenas):
Representam um grupo com numerosas espộcies todas de hỏbitat dulcớcola, dotadas
de um ỳnico flagelo longo e numerosos cloroplastos bem definidos. Sóo autútrofas, mas se
tornam heterútrofas se perderem os cloroplastos. Reproduzem-se por cissiparidade
longitudinal. Possuem apenas um nỳcleo central e um a dois vacỳolos pulsỏteis. O
protútipo ộ a Euglena viridis.
Filo Chrysophyta (crisúfitas ou diatomỏceas):
Do grego chrysos = ouro e phyton planta; sóo conhecidas como algas amarelas ou
douradas. Possuem uma carapaỗa silicosa constituớda de duas peỗas que se encaixam;
apresentam contornos e desenhos variỏveis com ornamentos delicados. Apús sua morte, suas
carapaỗas sedimentadas no fundo das ỏguas formam a terra das diatomỏceas,
industrializada como diatomito para o fabrico de filtros, isolantes tộrmicos (amianto) e
abrasivos para polir metais.
Sóo todas autútrofas fotossintetizantes e reproduzem-se por divisóo direta
binỏria. Hỏ espộcies dulcớcolas e marinhas.
Filo Pyrrophyta (dinoflagelados ou pirrúfitas):
Sóo aquỏticos, na maioria marinhos e alguns apresentam bioluminescờncia
(Noctiluca milliaris). Fazem parte do plõncton. Todos possuem carapaỗa e dois flagelos e
movem-se em rodopios (pióo).
A superpopulaỗóo de pirrúfitas provoca as marộs vermelhas. Nesses casos, a
grande quantidade de catabúlitos túxicos eliminados por esses organismos provoca grande
mortandade de peixes, tartarugas, focas, aves litorõneas e outros.
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O REINO FUNGI
Compreende um grupo particular de seres conhecidos como fungos ou eumicetos (do
gr. eu = bem, verdadeiro, perfeito e mykes = cogumelo).
Nele se enquadram organismos eucariontes unicelulares e pluricelulares, mas suas
cộlulas muito longas, as hifas, nóo apresentam contornos bem definidos, formando uma
massa contớnua com muitos nỳcleos, o micộlio. Os tipos maiores como as orelhas-de-pau e
os portadores de um pớleo (chapộu) em forma de sombrinha sóo conhecidos como cogumelos.
Nóo se deslocam livremente e sóo heterútrofos por absorỗóo (digestóo extracorpúrea). Suas
cộlulas apresentam uma parede celular formada por quitina. O glicogờnio ộ seu carboidrato
de reserva. Reproduzem-se por meio de esporos. A parte aộrea dos cogumelos macroscúpicos
ộ na realidade o seu úrgóo reprodutor, chamado de corpo de frutificaỗóo.
Os unicelulares e microscúpicos podem ser parasitas ou desenvolvem aỗóo
fermentativa, sendo chamados de leveduras ou fermentos. Alguns produzem antibiúticos e
outros formam o mofo ou bolor. Entre os macroscúpicos existem espộcies comestớveis e
outras extremamente venenosas.
Eles se dividem em vỏrias classes como os ficomicetos, ascomicetos,
basidiomicetos e outras.
Ficomicetos: sóo microscúpicos quando isolados, mas em conjunto podem assumir
formaỗừes macroscúpicas. Algumas espộcies sóo parasitas de plantas, atacando as batatas,
cereais e videiras; outras provocam doenỗas em animais como o gờnero Saprolegnia que
parasita os peixes; outras provocam o mofo ou bolor dos alimentos como o Rhizopus
stolonifer (mofo negro) e o Mucor racemosus (mofo branco-esverdeado). O Aspergillus
fumigatus provoca uma reaỗóo alộrgica respiratúria nos seres humanos.
Ascomicetos: do gr, ascon = bolsa, saco e mykes = cogumelo. Constituem a classe
mais numerosa. Sua caracterớstica ộ a presenỗa de esporos (ascúporos) que se desenvolvem
dentro de hifas especiais em forma de pequenas bolsas ou sacos chamados de ascos. Sóo
comuns os ascomicetos bem desenvolvidos e comestớveis.
Entre os microscúpicos destacamos o Penicillium notatum, produtor da penicilina;
os P. camembert e P. roquefortii usados na fabricaỗóo dos queijos camembert e roquefort;
e o Saccharomyces cerevisiae ou levedura de cerveja, usado na fabricaỗóo de cerveja, póo,
cachaỗa, etc., e que provoca a fermentaỗóo alcoúlica do aỗỳcar.
Basidiomicetos: compreende a maioria dos cogumelos de
jardim e cogumelos comestớveis. Sua caracterớstica ộ a formaỗóo
de hifas especiais chamadas basớdios, com aspecto de clava, que
se desenvolvem nas bordas das lamelas encontradas na parte
inferior do pớleo, onde ficam os esporos. Sóo exemplos
importantes a Amanita muscaria (cogumelo mata-mosca)
extremamente venenosa e do qual se extraem a muscarina e o LSD,
que atuam sobre o sistema nervoso central; e o Cantharellus
cibarius ou agỏrico que ộ comestớvel.
Alguns fungos formam associaỗừes mutualớsticas com
algas, constituindo os liquens. As algas, sendo clorofiladas, produzem carboidratos que
nutrem o fungo. Estes, por sua vez, absorvem ỏgua e sais minerais do ambiente,
facilitando a vida da alga. O Lecanora esculenta se desenvolve nos desertos, incluindo o
Saara; ộ suculento e comestớvel, provavelmente terỏ sido o manỏ do cộu que alimentou os
hebreus na sua fuga do Egito.
Na espộcie humana alguns fungos microscúpicos causam doenỗas conhecidas como
micoses. Entre as mais comuns temos a impigem ou pitirớase, aspergilose pulmonar, frieira
ou pộ-de-atleta e candidớase ou monilớase (vaginal, intestinal e sapinho). As micoses que
atacam a pele sóo chamadas genericamente de dermatomicoses.
Juntamente com as bactộrias, os
fungos desempenham papel vital na
reciclagem da matộria ao decompor os
restos orgõnicos, transformando-os em
compostos inorgõnicos e devolvendo-os ao
ciclo natural.
"Arpergillus" e "Penicillium" sóo
ascomicetos relativamente comuns sobre
frutos podres, que dóo a cor azulada s
laranjas emboloradas e que se reproduzem
por conidiúsporos conforme a e b
respectivamente.
Em c sóo mostrados endúsporos produzidos
no interior de um esporõngio, como no
bolor comum.
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Em e mostra-se a formaỗóo de ascúsporos no interior de um esporõngio chamado asco.
O REINO METAPHYTA OU PLANTAE
Tambộm chamado reino vegetalia ou vegetal, abrange todos os organismos
qualificados como plantas.
Suas principais caracterớsticas sóo:
- Organismos eucariontes pluricelulares;
- Todos clorofilados e autútrofos fotossintetizantes;
- Possuem cộlulas com parede celular formada de celulose, ainda que sobre ela possam
ocorrer outros reforỗos de natureza quớmica diversa (suberina, lignina, cutina, etc).
- Tờm o amido como carboidrato de reserva principal;
- Mostram-se, na quase totalidade, incapazes de se locomover, exceto algumas espộcies de
algas verdes dotadas de flagelos.
Eles constituem os grandes produtores de matộria orgõnica dos ecossistemas
terrestres e nutrem direta ou indiretamente os outros seres vivos (heterútrofos),
produzindo oxigờnio.
Neste reino estóo incluớdas as algas pluricelulares, as briúfitas, as
pteridúfitas, as gimnospermas e as angiospermas.
Classificaỗóo das Plantas
As algas pluricelulares
Sóo plantas cujo corpo ộ desprovido de raớzes, caule, folhas, flores e frutos;
sóo formadas apenas por um talo, com estrutura histolúgica elementar, sem diferenciaỗóo
de tecidos. Por vezes apresentam formaỗừes que lembram raớzes (rizúides) e folhas sem,
contudo, mostrar as estruturas teciduais prúprias desses úrgóos.
Compreendem as divisừes Chlorophyta, Rhodophyta e Phaeophyta.
Divisóo Chlorophyta (algas verdes, clorúfitas ou clorofớceas):
Representam as algas mais numerosas e espalhadas pelos ambientes terrestres.
Vivem na ỏgua doce ou salgada; na terra ỳmida e em locais secos; sobre troncos de ỏrvores
ou em mutualismo com fungos, formando os liquens. Hỏ espộcies unicelulares e
pluricelulares; microscúpicas e macroscúpicas. As espộcies unicelulares sóo geralmente
portadoras de flagelos locomotores. A clorofila se apresenta na estrutura de
cloroplastos.
As clorúfitas integrantes do plõncton marinho sóo responsỏveis pela maior parte
do oxigờnio do ar atmosfộrico, eliminado graỗas intensa fotossớntese que realizam.
Reproduzem-se por meio de esporos (zoúsporos ou esporos múveis, dotados de flagelo) ou
entóo sexuadamente, por conjugaỗóo. Pode ocorrer tambộm a hormogonia: o talo se fragmenta
e cada parte origina um novo filamento. Entre as mais conhecidas citamos a Spirogyra
charcos e rios) e a Ulva ou alface-do-mar (usada como alimento).
REINO
VEGETAL
AVASCULARES
(sem vasos condutores)
VASCULARES OU TRAQUEểFITAS
(com vasos condutores)
ALGAS BRIểFITAS PTERIDểFITAS
GIMNOSPERMAS
(sem frutos)
ANGIOSPERMAS
(com frutos)
CRIPTểGAMAS
(
sem flores e sementes)
FANERểGAMAS OU
ESPERMFITAS
(com flores e sementes)
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Divisóo Rhodophyta (algas vermelhas, rodúfitas ou rodofớceas):
Sóo geralmente muito desenvolvidas, quase todas pluricelulares, macroscúpicas e
marinhas. Suas cộlulas, alộm da clorofila, possuem um pigmento vermelho a ficoeritrina
responsỏvel pela cor que apresentam.
A gelidium produz uma substõncia gelatinosa conhecida como gelose ou ỏgar-ỏgar,
utilizada pela indỳstria farmacờutica no fabrico de laxantes; ộ tambộm empregada no
preparo de gomas e como meio de cultura para bactộrias. A carragem, gelatina usada na
fabricaỗóo de sorvetes, ộ tambộm retirada dessas algas.
Divisóo Phaeophyta (algas marrons ou pardas, feúfitas ou feofớceas):
Sóo muito desenvolvidas e jỏ apresentam rudimentos de úrgóos, ainda que sem a
estrutura verdadeira de raớzes, caules e folhas. Contudo jỏ revelam rizúides, caulúides e
filúides. Algumas espộcies alcanỗam mais de 10 metros de comprimento. Alộm da clorofila,
possuem a fucoxantina, um pigmento marrom que lhes dỏ a cor caracterớstica.
Sóo muito usadas na China e no Japóo para a alimentaỗóo humana. Na Europa algumas
espộcies servem de forragem para o gado. Nos EUA sóo empregadas como fertilizantes, pois
sóo ricas em sais de potỏssio, súdio e iodo, constituindo-se em útimo adubo para o solo.
Os exemplos mais conhecidos sóo os sargaỗos as laminỏrias e o gờnero Fucus (Fucus
vesiculosus).
Divisóo Bryophyta (briúfitas ou muscớneas):
Sóo vegetais minỳsculos, com poucos milớmetros de altura. Jỏ apresentam uma
estrutura orgõnica definida, ainda que muito simples, pois ainda nóo sóo portadores de
todos os úrgóos que caracterizam uma planta superior. Sóo dotados de folhas, de um
pequeno caule e de rizúides que servem para a absorỗóo da ỏgua. Como nóo apresentam vasos
condutores de seivas, a ỏgua e os nutrientes passam de cộlula a cộlula por difusóo
direta, abastecendo toda a estrutura.
Nóo possuem flores, sementes nem frutos. Reproduzem-se por metagờnese ou alternõncia de
geraỗừes. Em seu ciclo de vida verifica-se a participaỗóo de gametas que dependem da ỏgua
para que ocorra a fecundaỗóo. Nesse caso, o gameta masculino se desloca no meio lớquido
atộ o gameta feminino. A fase de esporúfito ộ curta, enquanto a fase de gametúfito ộ
duradoura. Os musgos sóo os espộcimes mais significativos do filo.
A - esporúfito
B - gametúfito
musgo
Ciclo de vida das briúfitas
Metagờnese ou alternõncia de geraỗừes
Divisóo Tracheophyta (traqueúfitas: pteridúfitas, gimnospermas e angiospermas):
Este filo engloba todos os vegetais que apresentam vasos condutores de seivas.
Pteridúfitas
Foram as primeiras plantas vasculares que apareceram na Terra. Durante o Perớodo
Carbonớfero, hỏ 300 milhừes de anos, elas dominaram a Terra, formando enormes florestas
com espộcies de grande porte. Sóo mais desenvolvidas do que as briúfitas, pois jỏ possuem
raớzes, caule (sempre do tipo rizoma) e folhas. Todavia nóo apresentam flores nem frutos.
Reproduzem-se por meio de esporos, no processo conhecido por metagờnese. A fase de
esporúfito ộ duradoura, enquanto a fase de gametúfito ộ passageira. Dependem da ỏgua para
a fecundaỗóo, pois os gametas masculinos precisam nadar atộ a oosfera (gameta feminino).
Os principais representantes sóo os fetos, avencas, samambaias e xaxins.
Samambaiaỗu
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